segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Apresentação
Ando com isto às voltas na minha cabeça faz já um tempo. Penso que seria muito mais correcto, pelo menos no que respeita a apresentar um homem a uma mulher, usar o verbo empregue pelos anglo-saxónicos: to introduce.
Então não seria muito mais elegante:
-Como está Clarinha, tudo bem minha querida? Gostaria de lhe introduzir um grande amigo meu, permite-me?
-Oh, mas pois claro, caro Eduardo da Maia, terei todo o prazer. Aliás o cavalheiro sabe bem que adoro tudo o que me introduz. (solta uns tímidos risinhos, voltando a cara levemente ruborizada, enquanto tapa os lábios com três dedinhos da mão direita, enquanto a esquerda segura a sombrinha)
Assim, eu introduziria o Carlos à Joana, o Pedro introduziria o João à Sónia, o Francisco introduziria o Ivo à Carla, introduziriamos todos a todos, todos a tudo e tudo a todos num enorme bacanal social promovendo a harmonia nacional. Viva a introdução, abaixo a apresentação!
Quanto a introduzir homens a outros homens... cada um sabe de si.
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O Dantas
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22:17
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domingo, 11 de dezembro de 2011
Teoria

Tenho uma teoria, aliás tenho várias mas esta é das mais prementes.
Os habitantes do Sul são uns meninos. Nenhum povo digno desse nome pode chamar a um copo de 20cl de cerveja uma imperial. Uma imperial?! Um copo de 20cl?!
Obviamente que qualquer cidadão acima do Mondego reduz um mísero copo do famoso néctar à sua grandeza insignificante: um fino.
Onde um consumidor experimentado e conhecedor vê algo delgado, elegante, pequeno, curto até, tendo em conta o seu apurado sabor e a panóplia de sensações que nos causa, já o rude e bisonho bebedor vê no consumo de cerveja uma tarefa hercúlea, um copo interminável que, e vejam bem, de tão grande que é atrai sobre si o epíteto de imperial! Onde uns vêem algo parco outros vêem abundância.
Mas pronto, isto são apenas constatações e barbaridades.
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O Dantas
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23:20
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Interacção
Meus caros, de forma a abichanar um pouco mais este blog, dispomos agora da possibilidade, logo após o post, de nos dar a sua opinião acerca do mesmo. Participem, bolas, é só clicar!
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O Dantas
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16:56
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Natividade

Está a chegar o Natal, esse nojo. Começam as luzinhas, as músicas, o "espírito natalício", que asco!
O Natal é, sem sombra de dúvidas, uma das celebrações mais idiotas que alguma vez o ser-humano concebeu.
Honrar o Sol eu percebo. Dá-nos vida e luz. Celebrar o vinho, claro que sim, o culto da ebriedade, desde Baco e Dionísio, é algo que se deve sempre celebrar. As colheitas, as estações, a chuva, a descoberta da electricidade, tudo isso eu pactuaria em festejar. Agora, festejar o nascimento de um "judeu palestiniano" (como diz um grande amigo meu) que pouco mais era que um hippie, ocupa, indignado (é como se diz agora não é?), a dar ares de osteopata, psicólogo e filósofo e que faleceu há mais de 2000 anos, para mim não faz qualquer sentido.
Como esse muitos outros morreram neste mundo e bem menos caretas. Para isso festeje-se a morte de Grigoriy Yefimovich Rasputin, que consta que nem com balas o mataram ou Elvis Presley, que até prova em contrário pode muito bem ter ressuscitado ao terceiro dia e ainda andar por aí (já muitos afirmaram tê-lo visto).
Já para não entrar pela polémica de podermos estar a festejar algo que nunca existiu, então aí qualquer coisa serviria para festejar o "espírito de Natal", sei lá, a morte do Capuchinho Vermelho (Encarnado se for de Lisboa), a morte e ressureição da Branca de Neve e os seus 7 apóstolos anões. Qualquer coisa. Mas, pronto, "não sei por onde vou, sei que não vou por aí." Apenas uma questão: e o Estado, não é laico?!"
Para complicar um pouco mais as coisas metemos ao barulho um tal de Pai Natal da Coca-Cola e substituimos (como aquele antigo sketch do Herman e Miguel Guilherme) o menino Jesus nas suas palhas por um velho que voa com as suas renas e distribui prendas em menos de 24h a 7 000 000 000 de pessoas em todo o mundo e que foi inventado por uma marca de refrigerantes. Maravilhoso! Foi o Pai Natal da Coca-Cola como podia ter sido o Fido-Dido da 7Up.
E assim gastamos o nosso dinheirinho a festejar algo que, a fazer algum sentido, é uma festa exclusivamente católica (os praticantes que a festejem como bem entenderem). As cidades engalanam-se (bendita crise que cortou a eito) para o "espírito natalício", os centros comerciais passam as mesmas músicas idiotas o tempo todo, as empresas desejam boas festas aos seus colaboradores e clientes, organizam-se jantares, e reúnem-se famílias (algumas, tragicamente, não se chegam a reunir porque Nosso Senhor Jesus Cristo, que afinal faz anos, chama-as para junto de si).
Vomito nisto tudo e apesar de gostar das reuniões familiares e de amigos, elas, se sinceras, fazer-se-ão quer haja Natal ou não. Deixem as festas religiosas para quem de direito. Quanto ao Pai Natal, eu até prefiro 7Up.
Excerto do poema de Guerra Junqueiro, "Parasitas":
E lembrei-me de vós, funâmbulos da Cruz,
Que andais pelo Universo há mil e tantos anos,
Exibindo, explorando, o corpo de Jesus.
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O Dantas
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23:31
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Mafarrico
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15:44
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Noite
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12:24
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sábado, 3 de dezembro de 2011
MILF
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20:26
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O Pensador
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12:43
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Leitor
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09:40
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A Queda
A prisão do Estripador de Lisboa é como abrirem o túmulo de Afonso Henriques, um sacrilégio e a queda de um mito. Não gosto.
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O Dantas
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15:42
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