"Blogue direccionado a hedonistas, plebeus, diletantes, pedantes, mongolóides, escroques, pulhas, girondinos, jacobinos, pretensiosos, aristocratas, afectados, presunçosos, humildes, demagogos, medíocres e tudo!" - Bernardo Diniz de Alcoforado in "Noel Bouton de Chamilly já não mora aqui"

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Apresentação














Ando com isto às voltas na minha cabeça faz já um tempo. Penso que seria muito mais correcto, pelo menos no que respeita a apresentar um homem a uma mulher, usar o verbo empregue pelos anglo-saxónicos: to introduce.


Então não seria muito mais elegante:
-Como está Clarinha, tudo bem minha querida? Gostaria de lhe introduzir um grande amigo meu, permite-me?
-Oh, mas pois claro, caro Eduardo da Maia, terei todo o prazer. Aliás o cavalheiro sabe bem que adoro tudo o que me introduz. (solta uns tímidos risinhos, voltando a cara levemente ruborizada, enquanto tapa os lábios com três dedinhos da mão direita, enquanto a esquerda segura a sombrinha)

Assim, eu introduziria o Carlos à Joana, o Pedro introduziria o João à Sónia, o Francisco introduziria o Ivo à Carla, introduziriamos todos a todos, todos a tudo e tudo a todos num enorme bacanal social promovendo a harmonia nacional. Viva a introdução, abaixo a apresentação!

Quanto a introduzir homens a outros homens... cada um sabe de si.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Teoria




Tenho uma teoria, aliás tenho várias mas esta é das mais prementes.

Os habitantes do Sul são uns meninos. Nenhum povo digno desse nome pode chamar a um copo de 20cl de cerveja uma imperial. Uma imperial?! Um copo de 20cl?!

Obviamente que qualquer cidadão acima do Mondego reduz um mísero copo do famoso néctar à sua grandeza insignificante: um fino.

Onde um consumidor experimentado e conhecedor vê algo delgado, elegante, pequeno, curto até, tendo em conta o seu apurado sabor e a panóplia de sensações que nos causa, já o rude e bisonho bebedor vê no consumo de cerveja uma tarefa hercúlea, um copo interminável que, e vejam bem, de tão grande que é atrai sobre si o epíteto de imperial! Onde uns vêem algo parco outros vêem abundância.

Mas pronto, isto são apenas constatações e barbaridades.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Interacção














Meus caros, de forma a abichanar um pouco mais este blog, dispomos agora da possibilidade, logo após o post, de nos dar a sua opinião acerca do mesmo. Participem, bolas, é só clicar!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Natividade




Está a chegar o Natal, esse nojo. Começam as luzinhas, as músicas, o "espírito natalício", que asco!


O Natal é, sem sombra de dúvidas, uma das celebrações mais idiotas que alguma vez o ser-humano concebeu.


Honrar o Sol eu percebo. Dá-nos vida e luz. Celebrar o vinho, claro que sim, o culto da ebriedade, desde Baco e Dionísio, é algo que se deve sempre celebrar. As colheitas, as estações, a chuva, a descoberta da electricidade, tudo isso eu pactuaria em festejar. Agora, festejar o nascimento de um "judeu palestiniano" (como diz um grande amigo meu) que pouco mais era que um hippie, ocupa, indignado (é como se diz agora não é?), a dar ares de osteopata, psicólogo e filósofo e que faleceu há mais de 2000 anos, para mim não faz qualquer sentido.


Como esse muitos outros morreram neste mundo e bem menos caretas. Para isso festeje-se a morte de Grigoriy Yefimovich Rasputin, que consta que nem com balas o mataram ou Elvis Presley, que até prova em contrário pode muito bem ter ressuscitado ao terceiro dia e ainda andar por aí (já muitos afirmaram tê-lo visto).


Já para não entrar pela polémica de podermos estar a festejar algo que nunca existiu, então aí qualquer coisa serviria para festejar o "espírito de Natal", sei lá, a morte do Capuchinho Vermelho (Encarnado se for de Lisboa), a morte e ressureição da Branca de Neve e os seus 7 apóstolos anões. Qualquer coisa. Mas, pronto, "não sei por onde vou, sei que não vou por aí." Apenas uma questão: e o Estado, não é laico?!"


Para complicar um pouco mais as coisas metemos ao barulho um tal de Pai Natal da Coca-Cola e substituimos (como aquele antigo sketch do Herman e Miguel Guilherme) o menino Jesus nas suas palhas por um velho que voa com as suas renas e distribui prendas em menos de 24h a 7 000 000 000 de pessoas em todo o mundo e que foi inventado por uma marca de refrigerantes. Maravilhoso! Foi o Pai Natal da Coca-Cola como podia ter sido o Fido-Dido da 7Up.


E assim gastamos o nosso dinheirinho a festejar algo que, a fazer algum sentido, é uma festa exclusivamente católica (os praticantes que a festejem como bem entenderem). As cidades  engalanam-se (bendita crise que cortou a eito) para o "espírito natalício", os centros comerciais passam as mesmas músicas idiotas o tempo todo, as empresas desejam boas festas aos seus colaboradores e clientes, organizam-se jantares, e reúnem-se famílias (algumas, tragicamente, não se chegam a reunir porque Nosso Senhor Jesus Cristo, que afinal faz anos, chama-as para junto de si).


Vomito nisto tudo e apesar de gostar das reuniões familiares e de amigos, elas, se sinceras, fazer-se-ão quer haja Natal ou não. Deixem as festas religiosas para quem de direito. Quanto ao Pai Natal, eu até prefiro 7Up. 


Excerto do poema de Guerra Junqueiro, "Parasitas":


E lembrei-me de vós, funâmbulos da Cruz,
Que andais pelo Universo há mil e tantos anos,
Exibindo, explorando, o corpo de Jesus.



Mafarrico














Tenho o Diabo dentro de mim e gosto. Serei paneleiro?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Pensador















O álcool dá que pensar... dá que pensar onde e quando será a próxima?!

Leitor

















Faz já uns anos que não sei do meu leitor de mp3. Será que a Felícia me trata disso?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Queda



















A prisão do Estripador de Lisboa é como abrirem o túmulo de Afonso Henriques, um sacrilégio e a queda de um mito. Não gosto.